Nutrição Esportiva
O corpo da mulher atleta tem necessidades nutricionais únicas. Treinar sem a nutrição adequada pode comprometer os hormônios, os ossos e os resultados. Saiba como se alimentar para render mais e se machucar menos.
Camila Valério
Nutricionista Funcional · CRN 30280 · Mestranda Unicamp
A nutrição esportiva feminina vai muito além de "comer mais proteína". O corpo da mulher responde de forma diferente ao exercício e às estratégias nutricionais — e ignorar essa diferença pode comprometer não só os resultados, mas também a saúde hormonal, óssea e reprodutiva.
Um dos principais alertas na nutrição esportiva feminina é a chamada tríade da atleta: a combinação de baixa disponibilidade energética (comer menos do que o necessário para o nível de treino), irregularidade menstrual e baixa densidade óssea. Esse quadro é mais comum do que se imagina e pode ter consequências sérias a longo prazo.
Muitas mulheres que treinam muito e comem pouco perdem a menstruação — e isso não é um "bônus" do treino. É um sinal de alerta do corpo.
Para mulheres que treinam, o quando comer é tão importante quanto o o que comer:
O ciclo menstrual influencia diretamente o desempenho físico. Na fase folicular (primeira metade do ciclo), os estrogênios elevados favorecem a força e a recuperação muscular. Na fase lútea (segunda metade), o aumento da progesterona eleva a temperatura corporal, aumenta o gasto calórico e pode reduzir a tolerância ao exercício intenso.
Adaptar a alimentação e o treino às fases do ciclo é uma estratégia avançada que pode melhorar muito os resultados e prevenir lesões.
Agende sua consulta e dê o primeiro passo para uma vida com mais saúde e equilíbrio.